quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mocambo, Sítio do Meio e Jaguarari

Clique aqui para acessar as fotos da 72ª Jornada realizada no Sítio do Meio e em Jaguarari. Infelizmente, apenas 6 dos 15 participantes contribuíram com imagens para esta edição.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Um sertão rochoso e exuberante


Era por volta das 7:00h da manhã quando embarcamos no micro-ônibus com destino ao Mocambo, pequeno povoado próximo do Sítio do Meio em Campo Formoso. Chegamos lá por volta das 9:00, e logo o grupo de 15 pessoas se pôs em marcha por cerca de 700 metros até o local conhecido como Jatobá. Lá visitamos pinturas rupestres e andamos sobre o leito de um rio seco e coberto de pedras. Os mais aventureiros escalaram as montanhas rochosas que cercavam o local. No regresso para o ônibus, fizemos uma incursão pela casa de uma moradora que gentilemente nos deixou fotografar a sua cozinha com fogão de lenha e a ela mesma.

Já era por volta das 11:00 quando finalmente chegamos ao nosso destino principal, o Sítio do Meio. Antes, no entanto, fizemos outra parada no povoado de Oliveira, onde também tivemos a oportunidade de visitar e fotografar algumas casas e os seus moradores. No Sítio do Meio, desembarcamos e caminhamos livrevemente tanto pela parte de cima (da estrada) quanto pela parte de baixo (do leito do rio seco). Apreciamos as pinturas rupestres, fizemos pequenas trilhas, seguimos pela estrada que liga o Sítio do Meio à Campo Formoso e produzimos muitas fotos da exuberante natureza do lugar.

Passava das 13:00h quando iniciamos o percurso de volta, inicialmente sobre terra e depois sobre asfalto, até o centro de Jaguarari onde desfrutamos de um delicioso almoço regional. Em seguida, saimos para fazer alguns cliques pelo centro da cidade, especialmente a praça central, a estação ferroviária e algumas casas antigas. Visitamos a casa da família da Joana, uma querida jornadeira, e depois ainda demos um pulo até a represa, nos arredores da cidade, mas ela se encontrava completamente seca. Embarcamos para a viagem de retorno por volta das 17:00h, e chegamos em Petrolina em torno das 19:00h. Foi um dia em que conhecemos diversos locais de interesse e tivemos a oportunidade de conhecer novas pessoas e interagir com os amigos. Foi um dia muitíssimo bem aproveitado.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Convocação para a 72ª Jornada Fotográfica - Sítio do Meio


A 72ª Jornada Fotográfica acontecerá no próximo dia 24 de Setembro, domingo, no local conhecido como Sítio do Meio em Campo Formoso (BA). Trata-se de uma região de natureza exuberante, onde inclusive estão localizadas pinturas rupestres que teremos a oportunidade de observar.

Para chegar no Sítio do Meio, nós seguiremos por 86Km pela BR-407 e depois entraremos numa estrada de terra à direita, onde seguiremos por outros 12 Km. No caminho, passaremos por diversos pequenos povoados e outros pontos de interesse.

Sairemos de Petrolina às 6:30h do domingo, com previsão de chegada no Sítio do Meio para às 9:00h. Lá permaneceremos por toda a manhã, explorando e fotografando a região. Por volta das 13:30h iremos almoçar nm restaurante que fica na BR, um pouco depois de Jaguarari. Depois do almoço, por volta das 15:00h, faremos uma breve parada no centro de Jaguarari, para fotografar um pouco da cidade. Por volta das 17:00h embarcaremos de volta para Petrolina, onde a chegada está prevista para às 19:00h

Observação importante: o clima no lugar é bem diferente do clima daqui. Assim, é provável que encontremos neblina e/ou chuva de manhã cedo. Assim, venham preparados para essas eventualidades. De qualquer forma, o sol deve abrir mais tarde, e para tanto não esqueçam também das proteções apropriadas.

Tragam ainda bastante água e lanches, pois no lugar não há comércio nem nada para comprar. Venham com botas apropriadas para andar no mato, na terra e por cima de pedras.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Da guabiraba à estação de trem


O céu estava nublado quando embarcamos às 6:30h do sábado 19/08 na nossa van com destino à Senhor do Bonfim. Quando lá chegamos, um pouco depois das 8:00h, o céu já estava azul e o sol brilhava forte. E foi assim que passamos o dia naquela cidade encantadora, onde é realizada uma das feiras livres mais importantes do nordeste.

Subimos e descemos ruas, entramos em galpões, visitamos barracas e constatamos que a feira é de fato muito grande e diversificada. Localizada bem no coração da cidade, ela movimenta pessoas e mercadorias e faz parecer que estamos em um dia de semana. Os setores de frutas e carnes foram os que mais chamaram a atenção. Nas frutas, descobrimos a guabiraba, uma pequena frutinha doce que caiu logo no gosto do nosso grupo. E, depois dela, encontramos o andú, uma espécie de feijão da qual a maioria também nunca tinha ouvido falar. No setor das carnes, uma oferta impressionante de todo tipo e para todos os gostos: das cabeças de carneiro e bode ensanguentadas que parecem saídas de filmes de terror, até bofes, tripas e outras iguarias que só no interior se pode achar.

Assim foi que ficamos até cerca de meio-dia explorando esse universo rico e diversificado de cores, texturas e personagens. De vez em quando, é claro, uma parada para degustar uma banana, uma goiaba, uma jaca, uma mexerica, um pedaço de queijo ou qualquer outra coisa que saltasse aos olhos de jornadeiros que começavam a sentir fome. Por volta do meio-dia sentamos num bar da praça para descansar e tomar umas cervejas geladas antes do almoço. Terminamos de comer por volta das 13:00h e resolvemos aproveitar o início da tarde para explorar um pouco da cidade antes de voltar para casa.

Fomos inicialmente até a antiga estação de trem (inaugurada em 1944), e depois para um galpão abandonado um pouco mais distante mas também pertencente à estação. Por último, andamos pela praça principal, fotografamos a árvore que chama a atenção pela largura do seu tronco e registramos o dourado da luz do sol projetada na fachada da Escola Municipal. Faltavam cerca de 20 minutos para às 17:00h quando embarcamos na van para o nosso caminho de volta. A chegada em Petrolina aconteceu por volta das 19:00h.

Esta foi, ao mesmo tempo, a última Jornada da nossa querida Paula, que está de mudança para o litoral, e a primeira Jornada da Josie, que acompanhava o grupo à distância já há um certo tempo, e que apenas agora conseguiu se juntar presencialmente à nós. Paula, saiba que você é muito querida e vai fazer muita falta com a sua animação e disposição. Apareça sempre que puder e sucesso com seus novos projetos! Josie, foi uma grande alegria contar com a sua presença. Apareça sempre que puder e continue junto, mesmo que à distância! Da mesma forma, damos as boas-vindas à Candice, que pela primeira vez dedicou o seu dia para fotografar conosco. Seja sempre muita bem-vinda e retorne mais vezes!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Convocação para a 71ª Jornada Fotográfica - Feira Livre de Senhor do Bonfim


A nossa primeira Jornada depois das férias de julho acontecerá no próximo dia 19 de agosto (sábado), em Senhor do Bonfim (BA), distante cerca de 120Km de Petrolina/Juazeiro. Neste dia e nesta cidade acontece a segunda maior feira livre do nordeste, que será o foco das nossas atenções. Com um quilômetro de extensão, ela perde apenas para a Feira de Caruaru e já recebeu visitantes ilustres, tais como Lampião e Luiz Gonzaga.

A partida acontecerá às 6:00 h da manhã do dia 19, sábado, da praça do Centenário, no centro de Petrolina. Ao chegarmos em Senhor do Bonfim iremos direto para a feira, onde passaremos a manhã até o início da tarde fotografando (aproximadamente entre 8:00h e 14:00). Às 14:00h iremos almoçar no restaurante Macaxeira, no centro da cidade. Ao término do almoço retornaremos para Petrolina, com chegada prevista para às 18:00h. O transporte será feito por um micro-ônibus alugado especialmente para o nosso grupo.

Como iremos permanecer cerca de seis horas na feira, recomenda-se levar água e lanches para o período. Além disso, muita proteção solar também (filtro e chapéu).

A feira livre, como todos sabem, é uma fonte inesgotável de temas fotográficos para o nosso grupo. Assim, vamos focar nas pessoas, barracas, produtos, cores, texturas, expressões e em tudo mais que sempre nos surpreende em locais deste tipo.

A ideia desta Jornada veio de uma conversa com o nosso amigo e eterno jornadeiro Fábio Neto, que voltou de lá entusiasmado com o que viu:

"Sabe aquele cenário de reportagens sobre feiras livres na TV? A Feira de Senhor do Bonfim é a grande representação desta imagem. Ela é uma das maiores do Nordeste e umas das mais emblemáticas da Bahia. A feira acontece ao longo de ruas e praças no centro de Senhor do Bonfim entre becos, ruas e vielas de um bairro “enladeirado”. Na sua entrada principal, do alto, é possível ver a serra que circunda a cidade e as nuvens que, logo pela manhã, já produzem uma imagem diferenciada.

Ela é dividida em setores entre temperos, carnes, hortaliças, cachaças, doces e frutas; barracas e lonas no chão; roupas, CDs e brinquedos. As tendas laranjas e azuis dão efeitos diferentes nos corredores e é o principal ponto de encontro da população local. Na parte edificada podem ser encontrados comes e bebes.

Passeio de uma manhã inteira!"

quarta-feira, 21 de junho de 2017

História, cultura e carisma no Recôncavo Baiano


As nossas atenções desta vez estiveram voltadas para o Recôncavo Baiano, esta região tão rica dos pontos de vista histórico, cultural e econômico, e tão diferente do Vale do São Francisco nos mesmos aspectos e também no clima, na vegetação e na paisagem.

Desta vez usamos os nossos próprios veículos para levar os seis jornadeiros de Petrolina para Cachoeira (a sétima, Alvany, encontrou conosco em Cachoeira), numa viagem que se estendeu por 440Km e nos consumiu praticamente um dia inteiro para ir e outro para voltar. Na ida paramos no Posto Folha Seca, ainda em Juazeiro, para um típico café da manhã sertanejo. Depois, almoçamos na churrascaria Boi na Brasa em Capim Grosso, local onde também comemos no retorno. 

A chegada em Cachoeira aconteceu por volta das 16:00h (partimos um pouco antes das 9:00h), e por isso ainda tivemos tempo de fotografar um pouco com a luz do dia. Desde a entrada na cidade ficamos surpreendidos com a densidade da vegetação, o clima ameno e os enfeites para as festas juninas nas casas da zona rural.

Nos acomodamos na Pousada do Convento do Carmo, antigo convento que hoje faz parte do histórico Conjunto do Carmo, e rapidamente saímos para fazer a exploração inicial da cidade. Caminhamos pela orla do rio Paraguaçu, descobrimos ruas e becos, admiramos o seu lindo conjunto arquitetônico e procuramos não dormir muito trade para poder aproveitar bem o dia seguinte.

Na sexta-feira, dia 16/06, acordamos cedo e, debaixo de sol e céu azul, conhecemos Cachoeira e São Félix à pé. Os carros, neste dia, não saíram do lugar onde estavam estacionados desde a noite anterior. Fomos inicialmente à Casa de Câmara e Cadeia Pública, onde conhecemos a história do início do movimento que iria eclodir na independência do Brasil em relação à Portugal. Depois, estivemos na Fundação Hansen Bahia, onde tivemos o privilégio de ser atendidos pela Cristiane e pelo Jomar Lima, museólogo e fotógrafo. Ambos nos apresentaram ao artista Hansen Bahia, um europeu radicado no Recôncavo e com um legado de gravuras e xilogravuras espetacular. De quebra, ainda fomos presenteados com um livro de fotografias de autoria do próprio Jomar Lima. De lá, o próprio Jomar se incumbiu de telefonar para o responsável pelo museu da Ordem Terceira do Carmo, nos recomendar e assim conseguir uma autorização para uma visita ao lugar, normalmente fechado aos turistas. Assim é que fomos então em seguida para a Ordem Terceira, onde fomos gentilmente recebidos pelo senhor Antônio, que nos conduziu por todas as dependências, sempre nos explicando os detalhes de cada obra e sua história. 

Como já era hora do almoço, procuramos uma opção e acabamos sendo recomendados para a Jeilza, na orla, onde alguns saborearam um famoso prato regional - a maniçoba - e outros o típico "mocófato". Tudo isso ao lado de uma rua com casas coloridas numa rua coberta com centenas de bandeirinhas para as festas de São João, e na frente do rio.

Almoço saboroso porém pesado, hora de caminhar novamente para queimar as calorias. Assim é que estufamos o peito, carregamos as mochilas e nos pusemos em marcha no sentido da famosa ponte de ferro Dom Pedro II, que liga as cidades de Cachoeira e São Félix. Depois de atravessá-la, conhecemos a produção de charutos da Dannemann, onde também adquirimos alguns exemplares. Na seqüência, subimos a rua que nos levou até a Fazenda Santa Bárbara, situada no alto de um morro, lugar onde Hansen Bahia morou nos seus últimos anos de vida e onde se pode conhecer uma grande parte do seu acervo, assim como o seu ateliê. Já passava das 17:00h quando descemos o morro, cruzamos a ponte com um fantástico por-do-sol e retornamos para Cachoeira. Descanso rápido, banho e saímos para jantar e degustar os charutos adquiridos no dia.

No sábado, dia 17/06, fomos conhecer o Centro Cultural da Irmandade da Boa Morte, expoente do sincretismo religioso que é tão característico da região. Lá fomos recebidos com muito carinho e atenção pela Jordânia, que depois da palestra ainda nos acompanhou, deu explicações adicionais e vendeu itens comercializados no lugar. Depois fomos para conhecer a feira da cidade, de grandes proporções, e também a igreja do Rosário dos Pretos, localizada no alto de um morro de onde se avista toda a região.

Resolvemos deixar para almoçar no distrito de Coqueiros, município de Maragogipe, distante cerca de 17Km do centro de Cachoeira. Lá, na foz do rio e debaixo de uma chuva torrencial, apreciamos os frutos do mar preparados no quiosque do Renato, depois de fazer contato com um babalorixá e uma senhora que "retirava os umbigos dos mariscos". Depois do almoço saímos à procura da Dona Cadu, famosa ceramista da região. Ainda debaixo de muita chuva, conseguimos encontrá-la em casa e teve início aí um animado encontro que deixou marcas profundas em todos nós. Ceramista ativa, comerciante e puxadora de samba de roda nas horas vagas, a Dona Cadu é a simpatia em pessoa, conversa sobre todos os assuntos e explica com riqueza de detalhes o seu processo produtivo, como é o caso dos fornos que são construídos nas margens do rio Paraguaçu. Com 97 anos, bem-humorada e soltando gargalhadas constantes, a Dona Cadu é detentora de um carisma e de um vigor físico e mental que nos deixou a todos impressionados.

A chuva seguia forte e já começava a escurecer quando voltamos aos carros para buscar o abrigo da pousada em Cachoeira. Novamente, banho e descanso rápido e saída para jantar. No dia seguinte, acordamos planejando pegar a estrada cedo. Mas os encantos de Cachoeira nos fizeram seguir devagar, parando para fotografar em cada esquina, sempre descobrindo coisas para as quais não havíamos atentado antes. Além disso, ainda paramos para comprar licor, tomar caldo na feira, comprar queijo e amendoim. Já passava bastante das 9:00h quando finalmente nos pusemos em marcha de volta para casa, em outra viagem longa porém animada através das conversas de rádio frequentes entre os dois carros. 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Gerações entre bandeiras

O tema é recorrente mas a o encantamento é sempre renovado. Aqui temos, mais vez, imagens de um evento típico do sertão nordestino: a missa em homenagem a um vaqueiro falecido (Sebastião Dué, há cinco anos), amigos e parentes reunidos, café da manhã, desfile e almoço para todos os presentes.

Dos traços do vaqueiro aos seus utensílios, os seus animais e às suas vestes, aqui temos um panorama completo do que significa ser vaqueiro no sertão. Aqui encontramos vaqueiros idosos, experientes, e outros que ainda estão sendo treinados para o ofício. Homens e mulhers que compartilham da mesma paixão do homenageado. Um grande privilégio para o nosso grupo compartilhar estes momentos e poder registrar estas imagens, que esperamos sejam do agrado de todos. Para visualizar as imagens desta seleção, é só clicar aqui.

domingo, 21 de maio de 2017

Convocação para a 70ª Jornada Fotográfica - Cachoeira e São Félix


A Jornada de Junho tem como destino as cidades baianas de Cachoeira e São Félix, situadas nas margens do rio Paraguaçu no Recôncavo Baiano.

Ela acontecerá entre os dias 15 e 18 de Junho e a programação ainda não foi feita. O lugar, no entanto, é conhecido pelas suas belezas naturais, pela magnífica arquitetura e pela história ligada ao período da escravidão. Visitaremos museus, fotografaremos a cidade e iremos aproveitar ao máximo tudo que estas duas cidades históricas proporcionam.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Homenageando Sebastião Dué


Sebastião Dué era um vaqueiro muito conhecido e querido no Sítio Porteiras. Por isso, desde o seu falecimento, todos os anos é realizada uma missa em sua homenagem no povoado localizado na zona rural de Petrolina. Esta, que aconteceu no último dia 14 de maio, foi a quinta edição do evento e também palco da nossa 69ª Jornada Fotográfica.

Saímos da praça do Centenáro em Petrolina um pouco depois das 7:00h e fomos em dois carros até o local da concentração, onde chegamos por volta das 8:00h. Começamos a clicar enquanto os vaqueiros e as pessoas da comunidade ainda estavam se reunindo. Passava das 9:00h quando uma grande caravana foi montada com destino ao local onde seria servido o café da manhã. Nosso grupo, composto por 8 jornadeiros, seguiu na frente, na caçamba de uma caminhonete de onde podíamos ver toda a extensão do grande grupo e conseguir os melhores ângulos para as nossas fotos.

Depois do café, a caravana prosseguiu em desfile aberto por um trecho ainda maior. Ao lado de aboiadores que entoavam os seus cantos transmitidos em carros de som, fomos nos equilibrando onde podíamos, procurando ficar imunes às irregularidades do terreno e atentos à todas as oportunidades de boas imagens.

Encerrada a caravana, e de volta ao local de onde partimos, cobertos de poeira e castigados pelo sol, teve início a tradicional Missa do Vaqueiro, desta vez em Homenagem à Sebastião Dué. Cumpridos os rituais religiosos e de benção dos acessórios dos vaqueiros, almoçamos e retornamos para casa, onde chegamos por volta das 13:30h.

Deixamos aqui registrado o nosso agradecimento aos responsáveis pela organização do evento, em particular ao Wellington (Pedra Linda), que gentilmente nos recebeu no dia e criou todas as condições para que tivéssemos o maior conforto possível para a realização do nosso trabalho. Registro também a participação, pela primeira vez, da jornadeira Milene Torquato. Sejam sempre bem-vinda, Milene!


terça-feira, 9 de maio de 2017

Exuberância

Exuberância por toda parte, beleza infinita em cada clique. As fotos da 68ª Jornada, realizada na Serra da Fumaça em Pindobaçu (Bahia), mostram um sertão diametralmente oposto daquele que é conhecido pela maioria das pessoas: ele é formado por árvores altas, rios e riachos, matas ciliares, cachoeiras de grande porte, neblina, orvalho, muito verde e paisagens arrebatadoras. E tudo isso a apenas 150Km de Petrolina e Juazeiro.

Confira aqui as imagens feitas entre os dias 21 e 23 de abril deste ano, e descubra (ou reviva) mais este tesouro escondido no meio do sertão baiano. São 134 fotografias feitas por 8 dos 11 jornadeiros que se aventuraram por lá neste período e tiveram material de sobra - e muito bem aproveitado, diga-se de passagem - para mostrar o seu talento. Estão todos de parabéns pela disposição, persistência e capricho com que escreveram mais este capítulo da nossa história!

domingo, 7 de maio de 2017

Convocação para a 69ª Jornada Fotográfica - Missa do Vaqueiro no Sítio Porteiras


A Jornada deste mês será realizada na zona rural de Petrolina, durante a 5ª Missa do Vaqueiro no Sítio Porteiras. Trata-se de um evento de grandes proporções que acontece anualmente em homenagem ao falecido vaqueiro Sebastião Dué. O evento compreende café da manhã para os vaqueiros, desfile em carro aberto pela região, a missa propriamente dita, almoço e festa durante a tarde. Trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade para, mais uma vez, nos debruçarmos sobre a cultura e as tradições regionais com os nossos olhos e os nossos equipamentos.

Nós sairemos da praça do Centenário, situada ao lado da igreja Matriz, no centro de Petrolina, às 7:00h da manhã do domingo (dia 14/04) e iremos com os nossos próprios carros até o local. Assim, é importante sabermos com quantos carros poderemos contar a fim de poder acomodar todos os inscritos. A ideia é chegar no sítio às 7:30h da manhã, a fim de participarmos do café juntamente com os vaqueiros. O retorno está previsto para acontecer às 16:00h. Quem quiser ir mais tarde ou retornar mais cedo poderá fazê-lo também, visto que o evento coincide com o Dia das Mães, mas deverá fazê-lo com o seu próprio transporte.

Não haverá custos para esta Jornada (o café e o almoço foram generosamente oferecidos pela organização para o nosso grupo). A inscrição prévia é necessária apenas para fazermos a contagem dos carros e a distribuição das pessoas nos mesmos. Desde já, o meu está à disposição com quatro lugares vagos.

Para mais informações, fotos e mapa com a localização, clique aqui.

domingo, 30 de abril de 2017

Onze jornadeiros, cinco guias e um jeguinho


Foi uma Jornada histórica. Não foi a primeira vez que acampamos, mas foi o acampamento mais radical que já fizemos. Não foi a primeira vez que fizemos trilhas difíceis, mas esta foi a mais difícil de todas. Não foi a primeira vez que visitamos cachoeiras, mas estas foram as mais belas que já conhecemos. Não foi a primeira vez que caminhamos natureza adentro, mas esta foi uma das mais caminhadas mais inspiradoras que já fizemos. Finalmente, não foi a primeira vez que tivemos experiências intensas, mas esta certamente foi a mais intensa de todas.

Tudo começou por volta das 10:30h da manhã do dia 21, quando embarcamos no micro-ônibus alugado em direção à Pindobaçu. Chegamos lá por volta do meio-dia, almoçamos em um restaurante de beira de estrada e depois retornamos alguns quilômetros até o acesso ao povoado de Lutanda. Lá, descarregamos a nossa pesada bagagem em frente à pequena igreja e aguardamos pelo jegue que iria levar tudo - ou pelo menos grande parte - morro acima. Não foi bem assim que as coisas aconteceram, e resultado é que muitos de nós tivemos que castigar o próprio lombo numa subida prá lá de difícil e cansativa. Iniciamos a caminhada, animados, por volta das 15:20h, em meio à uma paisagem formada por campos verdes e grandes árvores. Atravessamos o rio Fumaça, abastecemos os cantis com água potável e seguimos até mais ou menos a metade do percurso, onde paramos para descansar, fazer um lanche e beber água. O caminho até ali era plano, então o cansaço era só por conta do peso que carregávamos mesmo.

A partir desde ponto, no entanto, as coisas mudaram completamente de figura. Tivemos que vencer uma subida de 380 metros em apenas 2,5Km, em uma trilha forrada de pedras soltas e muito peso nas costas. Ao mesmo tempo, seguíamos por uma trilha belíssima, que margeava desfiladeiros que nos abriam a vista para o horizonte. Não tardou, no entanto, para a noite chegar e a caminhada prosseguir com as lanternas (que todos tiveram a preocupação de adquirir previamente) acesas. Na parada seguinte (do riacho), já de noite, precisamos nos alongar pois o jornadeiro Antonio sentiu forte dores nas pernas e não conseguia se mover. Depois de cerca de uma hora na expectativa, resolvemos dividir o grupo: uma parte continuaria a subida e a parte outra ficaria com o Antonio até ele melhorar. E assim foi: enfrentamos uma subida miserável, juntando todos os fôlegos para dar cada passo e tentar chegar no paraíso. Ajuda daqui, ajuda dali, tombo prá cá, tombo pra lá, puxa, empurra e conseguimos alcançar o topo da Serra da Fumaça por volta das 21:00h. No meio da escuridão, era a hora de montar barracas, comer alguma coisa e... tomar banho de água geladíssima do riacho próximo. O outro grupo subiu mais lentamente e chegou no topo por volta da meia-noite, mas felizmente são-e-salvo e sem maiores problemas. Nesse meio tempo, a comunicação via rádio era utilizada para atualizar as notícias dos dois lados.

 A primeira noite foi praticamente um colapso geral, em função do cansaço do grupo. No dia seguinte, acordamos cedo em meio à neblina densa, tomamos café e saímos em caminhada por alguns quilômetros, também entre declives e aclives consideráveis, para conhecer mirantes, quedas d'água e as cachoeiras das Sete Quedas e da Fumaça. Visitamos lugares fantásticos, tomamos banhos de cachoeira incríveis e não nos cansamos de admirar tanta beleza de rios, riachos, matas,  quedas, vales e desfiladeiros. Foi um dia intenso, mas dessa vez chegamos cedo em casa: ainda era dia (por volta das 17:00h) quando regressamos ao acampamento. Hora, então, de sair correndo para o banho no riacho, que prometia ser melhor à luz do dia do que na escuridão da noite como no dia anterior. Logo em seguida, hora de acender a fogueira e os fogareiros, preparar o merecido jantar e levar aquele papo animado até de madrugada. Tudo isso, naturalmente, intercalado com muitas fotografias noturnas do lugar.

 Terceiro dia, domingo de manhã, dia de desmontar tudo, carregar o jegue novamente e iniciar a descida. Foi uma operação longa, e quase que as coisas não cabiam mais nas cestas do pobre jeguinho. Resolvidas estas questões, nos equipamos para a descida, não sem antes fazer uma parada na extremidade do topo onde estão localizadas uma pequena igreja e um cruzeiro. Depois, foi só ladeira abaixo: muito cuidado para não escorregar, muito cuidado com o excesso de peso, muito cuidado com os colegas da frente e assim por diante. Apesar de tudo, foi um caminho de volta mais tranquilo do que o de ida. Mesmo assim, fizemos uma parada estratégica no mesmo riacho da subida, porém desta vez durante o dia. Então, pudemos nos banhar nas suas águas, relaxar nas suas grandes rochas, descansar nas suas sombras, jogar conversa fora, encher os cantis e repor as energias antes de seguir em frente. E assim foi... uma caminhada longa, debaixo do sol forte e com algumas outras paradas para cuidar dos machucados, beber água e descansar. Eram por volta de 15:40h quando finalmente avistamos o nosso micro-ônibus nos esperando no final da trilha, como quem vê um pequeno oásis depois de uma longa caminhada no deserto. Bagagens colocadas no bagageiro, não havia outro lugar para se ir a não ser o pequeno bar da vila, que viu o seu estoque de cervejas geladas se esgotar rapidamente.

 Deixamos a vila por volta das 17:00h e fizemos uma única parada num posto de gasolina em Senhor do Bonfim para fazer um lanche. Todos destruídos, estropiados, descalços, imundos dos pés à cabeça. Como disse alguém, parecíamos um grupo de borracheiros depois de um dia de muito trabalho. No restante do caminho dormimos e só despertamos quando chegamos em Petrolina, por volta das 19:00h. Uma vez em casa, a noite foi para curtir os pequenos prazeres da vida cotidiana: tomar um banho quente e matar saudades da cama macia. Coisas que, ao que tudo indica, continuaram sendo muito apreciadas pelos dias seguintes também.

 Mais um capítulo foi escrito, e que capítulo. Foram três dias de uma convivência super animada e de muita solidariedade. Uma experiência inesquecível num lugar mágico. Foram momentos que ficarão marcados para sempre na vida de todos os participantes, não só pelas dificuldades enfrentadas mas, também, e principalmente, pelas recompensas colhidas. Foi um privilégio participar desta Jornada e desfrutar do convívio de cada um dos guias e amigos jornadeiros.

 Aos nossos guias Moreira Júnior, Yuri Jeanmonod, Leiliane Coelho, Marcos Santiago e Igor, não temos palavras para expressar a nossa gratidão e o nosso reconhecimento pela forma extremamente segura, zelosa e carinhosa como vocês conduziram o nosso grupo e nos orientaram em todos os momentos. Sem vocês nada disso teria sido possível. Ao Antonio, os parabéns pela grande força de vontade e pelo imenso esforço dispendido, os quais permitiram que ele se mantivesse com o grupo apesar das dificuldades enfrentadas. E deixamos aqui também registrado o nosso agradecimento ao nosso jeguinho, outro grande herói desta Jornada, que nos poupou de muita carga e facilitou de maneira considerável a nossa vida, tanto na subida quanto da descida.

sábado, 15 de abril de 2017

Do Quebra Facão ao Alto Bonito


Do Quebra Facão ao Alto Bonito, povoados do distrito de Tijuaçu, aqui você vai poder conferir a produção da turma de fotógrafos que invadiu estes lugares no último dia 19 de março durante a realização da 67ª Jornada Fotográfica. São retratos belíssimos, de crianças, adultos e idosos, além de cenas de um povoado e de uma cultura que se esforçam para preservar a sua história e tem orgulho de compartilhá-la com visitantes como nós. Bom proveito para todos!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Uma lata e muita história


Os primeiros jornadeiros começaram a chegar juntamente com os primeiros raios de sol. Eram 6:00h da manhã e o grupo se formava na praça do Centenário, centro de Petrolina. Nosso micro-ônibus partiu, com 25 pessoas, pouco depois das 6:30h. Fizemos uma curta parada num posto de gasolina no caminho e chegamos em Tijuaçu às 9:15h. Lá, fomos logo identificados e recebidos pelo Valmir, o líder da comunidade quilombola que nos acompanhou durante todo o dia.

Nem entramos na área urbana da comunidade e já seguimos direto para a comunidade vizinha de Quebra Facão, onde conhecemos um pouco da história da região (contada pelo Valmir), uma casa de farinha (em plena operação no domingo!) e um terreiro de umbanda. Depois de uma caminhada pela vila, seguimos para uma outra comunidade, a do Alto Bonito. Lá, conversamos com moradoras antigas (com mais de 50 anos no lugar) e ouvimos as suas histórias também. Em todo o percurso, muitas retratos bacanas de moradores idosos e de crianças lindas.

Finalmente, entramos em Tijuaçu e fomos logo conhecer as duas famosas "barrigudas", árvores centenárias que remetem e fazem parte da história dos quilombos que ali surgiram de forma pioneira no interior da Bahia. Após aprendermos um pouco mais com as explicações do Valmir à sombra das árvores, nos dirigimos a pé para o centro cultural do local onde, depois de novas explicações sobre a origem, as características e a importância do Samba de Lata, finalmente puder assistir à tão esperada apresentação de dança e música.

Ainda contaminados pela energia exalada pela mesma, fizemos fotos com a percussionista (da lata) e as dançarinas. Já passava das 13:00h quando nos dirigimos, então, ao restaurante de uma das integrantes do grupo para apreciar a comida simples e saborosa num ambiente de muita alegria, confraternização e ótimo atendimento.

Entre 14:00 e 15:30h, depois do almoço, alguns aproveitaram para colocar a conversa em dia na sombra, enquanto outros resolveram explorar um pouco mais da vila com novas imagens, debaixo do sol forte. Por volta das 16:00h entramos no micro-ônibus e tomamos o rumo do nosso ponto de partida, com uma única parada em Flamengo para comprar umbu e umbu-cajá. O cansaço, por causa do pouco do sono e do sol, finalmente tomou conta de grupo e o sono reinou no restante da viagem. Chegamos tranquilos e felizes um pouco antes das 19:00h. Fizemos ótimas fotos, conhecemos uma história bonita, descobrimos uma manifestação cultural muito interessante e conhecemos e convivemos com pessoas maravilhosas em todos os pontos por onde passamos.

Deixamos registrado aqui os nossos profundos e especiais agradecimentos ao Valmir, pela disponibilidade e carinho com que recebeu o nosso grupo em Tijuaçu. Deixamos, também, o nosso reconhecimento e o nosso agradecimento para todos os moradores, sejam eles crianças, adultos ou idosos, com os quais tivemos a oportunidade de interagir, ainda que rapidamente. Todos eles se mostraram extremamente simpáticos, gentis e solícitos, e por isso ganharam rapidamente a nossa admiração. Esperamos ter a chance de voltar em breve para matar as saudades que já são consenso entre os participantes da Jornada.

sábado, 18 de março de 2017

Tradição à espera de um futuro


Entre tantas possibilidades, a edição das fotos produzidas durante a realização da 66ª Jornada Fotográfica em fevereiro no Mercado Municipal de Juazeiro, a presente destaca, pela ordem, o acesso e a entrada principal do Mercado, as barracas e os seus proprietários, a senhora que trabalha como debulhadora de feijões, a mãe e o filho que trabalham numa banca de peixes, alguns freqüentadores, o precário galpão principal e as ruas que formam o mercado, o impressionante comércio de carnes, a profusão de gatos que habitam o lugar, a diversidade dos itens ofertados e, finalmente, algumas cenas que de tão abstratas nem parecem ser de um mercado.

É certo que o mercado necessita de reformas e melhorias. Mas também é certo que ele continua sendo um importante centro de abastecimento para a população da cidade, além de despertar e aguçar a curiosidade visual dos nossos jornadeiros, como atestam as imagens desta seleção. De qualquer forma, esperamos que elas ajudem o mercado a se reerguer e continuar servindo à população da cidade por muitos e muitos anos. Para nós foi um prazer imenso fazer estas fotos, por isso esperamos que elas sejam também do agrado de todos que ali trabalham e freqüentam.