quarta-feira, 21 de junho de 2017

História, cultura e carisma no Recôncavo Baiano


As nossas atenções desta vez estiveram voltadas para o Recôncavo Baiano, esta região tão rica dos pontos de vista histórico, cultural e econômico, e tão diferente do Vale do São Francisco nos mesmos aspectos e também no clima, na vegetação e na paisagem.

Desta vez usamos os nossos próprios veículos para levar os seis jornadeiros de Petrolina para Cachoeira (a sétima, Alvany, encontrou conosco em Cachoeira), numa viagem que se estendeu por 440Km e nos consumiu praticamente um dia inteiro para ir e outro para voltar. Na ida paramos no Posto Folha Seca, ainda em Juazeiro, para um típico café da manhã sertanejo. Depois, almoçamos na churrascaria Boi na Brasa em Capim Grosso, local onde também comemos no retorno. 

A chegada em Cachoeira aconteceu por volta das 16:00h (partimos um pouco antes das 9:00h), e por isso ainda tivemos tempo de fotografar um pouco com a luz do dia. Desde a entrada na cidade ficamos surpreendidos com a densidade da vegetação, o clima ameno e os enfeites para as festas juninas nas casas da zona rural.

Nos acomodamos na Pousada do Convento do Carmo, antigo convento que hoje faz parte do histórico Conjunto do Carmo, e rapidamente saímos para fazer a exploração inicial da cidade. Caminhamos pela orla do rio Paraguaçu, descobrimos ruas e becos, admiramos o seu lindo conjunto arquitetônico e procuramos não dormir muito trade para poder aproveitar bem o dia seguinte.

Na sexta-feira, dia 16/06, acordamos cedo e, debaixo de sol e céu azul, conhecemos Cachoeira e São Félix à pé. Os carros, neste dia, não saíram do lugar onde estavam estacionados desde a noite anterior. Fomos inicialmente à Casa de Câmara e Cadeia Pública, onde conhecemos a história do início do movimento que iria eclodir na independência do Brasil em relação à Portugal. Depois, estivemos na Fundação Hansen Bahia, onde tivemos o privilégio de ser atendidos pela Cristiane e pelo Jomar Lima, museólogo e fotógrafo. Ambos nos apresentaram ao artista Hansen Bahia, um europeu radicado no Recôncavo e com um legado de gravuras e xilogravuras espetacular. De quebra, ainda fomos presenteados com um livro de fotografias de autoria do próprio Jomar Lima. De lá, o próprio Jomar se incumbiu de telefonar para o responsável pelo museu da Ordem Terceira do Carmo, nos recomendar e assim conseguir uma autorização para uma visita ao lugar, normalmente fechado aos turistas. Assim é que fomos então em seguida para a Ordem Terceira, onde fomos gentilmente recebidos pelo senhor Antônio, que nos conduziu por todas as dependências, sempre nos explicando os detalhes de cada obra e sua história. 

Como já era hora do almoço, procuramos uma opção e acabamos sendo recomendados para a Jeilza, na orla, onde alguns saborearam um famoso prato regional - a maniçoba - e outros o típico "mocófato". Tudo isso ao lado de uma rua com casas coloridas numa rua coberta com centenas de bandeirinhas para as festas de São João, e na frente do rio.

Almoço saboroso porém pesado, hora de caminhar novamente para queimar as calorias. Assim é que estufamos o peito, carregamos as mochilas e nos pusemos em marcha no sentido da famosa ponte de ferro Dom Pedro II, que liga as cidades de Cachoeira e São Félix. Depois de atravessá-la, conhecemos a produção de charutos da Dannemann, onde também adquirimos alguns exemplares. Na seqüência, subimos a rua que nos levou até a Fazenda Santa Bárbara, situada no alto de um morro, lugar onde Hansen Bahia morou nos seus últimos anos de vida e onde se pode conhecer uma grande parte do seu acervo, assim como o seu ateliê. Já passava das 17:00h quando descemos o morro, cruzamos a ponte com um fantástico por-do-sol e retornamos para Cachoeira. Descanso rápido, banho e saímos para jantar e degustar os charutos adquiridos no dia.

No sábado, dia 17/06, fomos conhecer o Centro Cultural da Irmandade da Boa Morte, expoente do sincretismo religioso que é tão característico da região. Lá fomos recebidos com muito carinho e atenção pela Jordânia, que depois da palestra ainda nos acompanhou, deu explicações adicionais e vendeu itens comercializados no lugar. Depois fomos para conhecer a feira da cidade, de grandes proporções, e também a igreja do Rosário dos Pretos, localizada no alto de um morro de onde se avista toda a região.

Resolvemos deixar para almoçar no distrito de Coqueiros, município de Maragogipe, distante cerca de 17Km do centro de Cachoeira. Lá, na foz do rio e debaixo de uma chuva torrencial, apreciamos os frutos do mar preparados no quiosque do Renato, depois de fazer contato com um babalorixá e uma senhora que "retirava os umbigos dos mariscos". Depois do almoço saímos à procura da Dona Cadu, famosa ceramista da região. Ainda debaixo de muita chuva, conseguimos encontrá-la em casa e teve início aí um animado encontro que deixou marcas profundas em todos nós. Ceramista ativa, comerciante e puxadora de samba de roda nas horas vagas, a Dona Cadu é a simpatia em pessoa, conversa sobre todos os assuntos e explica com riqueza de detalhes o seu processo produtivo, como é o caso dos fornos que são construídos nas margens do rio Paraguaçu. Com 97 anos, bem-humorada e soltando gargalhadas constantes, a Dona Cadu é detentora de um carisma e de um vigor físico e mental que nos deixou a todos impressionados.

A chuva seguia forte e já começava a escurecer quando voltamos aos carros para buscar o abrigo da pousada em Cachoeira. Novamente, banho e descanso rápido e saída para jantar. No dia seguinte, acordamos planejando pegar a estrada cedo. Mas os encantos de Cachoeira nos fizeram seguir devagar, parando para fotografar em cada esquina, sempre descobrindo coisas para as quais não havíamos atentado antes. Além disso, ainda paramos para comprar licor, tomar caldo na feira, comprar queijo e amendoim. Já passava bastante das 9:00h quando finalmente nos pusemos em marcha de volta para casa, em outra viagem longa porém animada através das conversas de rádio frequentes entre os dois carros. 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Gerações entre bandeiras

O tema é recorrente mas a o encantamento é sempre renovado. Aqui temos, mais vez, imagens de um evento típico do sertão nordestino: a missa em homenagem a um vaqueiro falecido (Sebastião Dué, há cinco anos), amigos e parentes reunidos, café da manhã, desfile e almoço para todos os presentes.

Dos traços do vaqueiro aos seus utensílios, os seus animais e às suas vestes, aqui temos um panorama completo do que significa ser vaqueiro no sertão. Aqui encontramos vaqueiros idosos, experientes, e outros que ainda estão sendo treinados para o ofício. Homens e mulhers que compartilham da mesma paixão do homenageado. Um grande privilégio para o nosso grupo compartilhar estes momentos e poder registrar estas imagens, que esperamos sejam do agrado de todos. Para visualizar as imagens desta seleção, é só clicar aqui.

domingo, 21 de maio de 2017

Convocação para a 70ª Jornada Fotográfica - Cachoeira e São Félix


A Jornada de Junho tem como destino as cidades baianas de Cachoeira e São Félix, situadas nas margens do rio Paraguaçu no Recôncavo Baiano.

Ela acontecerá entre os dias 15 e 18 de Junho e a programação ainda não foi feita. O lugar, no entanto, é conhecido pelas suas belezas naturais, pela magnífica arquitetura e pela história ligada ao período da escravidão. Visitaremos museus, fotografaremos a cidade e iremos aproveitar ao máximo tudo que estas duas cidades históricas proporcionam.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Homenageando Sebastião Dué


Sebastião Dué era um vaqueiro muito conhecido e querido no Sítio Porteiras. Por isso, desde o seu falecimento, todos os anos é realizada uma missa em sua homenagem no povoado localizado na zona rural de Petrolina. Esta, que aconteceu no último dia 14 de maio, foi a quinta edição do evento e também palco da nossa 69ª Jornada Fotográfica.

Saímos da praça do Centenáro em Petrolina um pouco depois das 7:00h e fomos em dois carros até o local da concentração, onde chegamos por volta das 8:00h. Começamos a clicar enquanto os vaqueiros e as pessoas da comunidade ainda estavam se reunindo. Passava das 9:00h quando uma grande caravana foi montada com destino ao local onde seria servido o café da manhã. Nosso grupo, composto por 8 jornadeiros, seguiu na frente, na caçamba de uma caminhonete de onde podíamos ver toda a extensão do grande grupo e conseguir os melhores ângulos para as nossas fotos.

Depois do café, a caravana prosseguiu em desfile aberto por um trecho ainda maior. Ao lado de aboiadores que entoavam os seus cantos transmitidos em carros de som, fomos nos equilibrando onde podíamos, procurando ficar imunes às irregularidades do terreno e atentos à todas as oportunidades de boas imagens.

Encerrada a caravana, e de volta ao local de onde partimos, cobertos de poeira e castigados pelo sol, teve início a tradicional Missa do Vaqueiro, desta vez em Homenagem à Sebastião Dué. Cumpridos os rituais religiosos e de benção dos acessórios dos vaqueiros, almoçamos e retornamos para casa, onde chegamos por volta das 13:30h.

Deixamos aqui registrado o nosso agradecimento aos responsáveis pela organização do evento, em particular ao Wellington (Pedra Linda), que gentilmente nos recebeu no dia e criou todas as condições para que tivéssemos o maior conforto possível para a realização do nosso trabalho. Registro também a participação, pela primeira vez, da jornadeira Milene Torquato. Sejam sempre bem-vinda, Milene!


terça-feira, 9 de maio de 2017

Exuberância

Exuberância por toda parte, beleza infinita em cada clique. As fotos da 68ª Jornada, realizada na Serra da Fumaça em Pindobaçu (Bahia), mostram um sertão diametralmente oposto daquele que é conhecido pela maioria das pessoas: ele é formado por árvores altas, rios e riachos, matas ciliares, cachoeiras de grande porte, neblina, orvalho, muito verde e paisagens arrebatadoras. E tudo isso a apenas 150Km de Petrolina e Juazeiro.

Confira aqui as imagens feitas entre os dias 21 e 23 de abril deste ano, e descubra (ou reviva) mais este tesouro escondido no meio do sertão baiano. São 134 fotografias feitas por 8 dos 11 jornadeiros que se aventuraram por lá neste período e tiveram material de sobra - e muito bem aproveitado, diga-se de passagem - para mostrar o seu talento. Estão todos de parabéns pela disposição, persistência e capricho com que escreveram mais este capítulo da nossa história!

domingo, 7 de maio de 2017

Convocação para a 69ª Jornada Fotográfica - Missa do Vaqueiro no Sítio Porteiras


A Jornada deste mês será realizada na zona rural de Petrolina, durante a 5ª Missa do Vaqueiro no Sítio Porteiras. Trata-se de um evento de grandes proporções que acontece anualmente em homenagem ao falecido vaqueiro Sebastião Dué. O evento compreende café da manhã para os vaqueiros, desfile em carro aberto pela região, a missa propriamente dita, almoço e festa durante a tarde. Trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade para, mais uma vez, nos debruçarmos sobre a cultura e as tradições regionais com os nossos olhos e os nossos equipamentos.

Nós sairemos da praça do Centenário, situada ao lado da igreja Matriz, no centro de Petrolina, às 7:00h da manhã do domingo (dia 14/04) e iremos com os nossos próprios carros até o local. Assim, é importante sabermos com quantos carros poderemos contar a fim de poder acomodar todos os inscritos. A ideia é chegar no sítio às 7:30h da manhã, a fim de participarmos do café juntamente com os vaqueiros. O retorno está previsto para acontecer às 16:00h. Quem quiser ir mais tarde ou retornar mais cedo poderá fazê-lo também, visto que o evento coincide com o Dia das Mães, mas deverá fazê-lo com o seu próprio transporte.

Não haverá custos para esta Jornada (o café e o almoço foram generosamente oferecidos pela organização para o nosso grupo). A inscrição prévia é necessária apenas para fazermos a contagem dos carros e a distribuição das pessoas nos mesmos. Desde já, o meu está à disposição com quatro lugares vagos.

Para mais informações, fotos e mapa com a localização, clique aqui.

domingo, 30 de abril de 2017

Onze jornadeiros, cinco guias e um jeguinho


Foi uma Jornada histórica. Não foi a primeira vez que acampamos, mas foi o acampamento mais radical que já fizemos. Não foi a primeira vez que fizemos trilhas difíceis, mas esta foi a mais difícil de todas. Não foi a primeira vez que visitamos cachoeiras, mas estas foram as mais belas que já conhecemos. Não foi a primeira vez que caminhamos natureza adentro, mas esta foi uma das mais caminhadas mais inspiradoras que já fizemos. Finalmente, não foi a primeira vez que tivemos experiências intensas, mas esta certamente foi a mais intensa de todas.

Tudo começou por volta das 10:30h da manhã do dia 21, quando embarcamos no micro-ônibus alugado em direção à Pindobaçu. Chegamos lá por volta do meio-dia, almoçamos em um restaurante de beira de estrada e depois retornamos alguns quilômetros até o acesso ao povoado de Lutanda. Lá, descarregamos a nossa pesada bagagem em frente à pequena igreja e aguardamos pelo jegue que iria levar tudo - ou pelo menos grande parte - morro acima. Não foi bem assim que as coisas aconteceram, e resultado é que muitos de nós tivemos que castigar o próprio lombo numa subida prá lá de difícil e cansativa. Iniciamos a caminhada, animados, por volta das 15:20h, em meio à uma paisagem formada por campos verdes e grandes árvores. Atravessamos o rio Fumaça, abastecemos os cantis com água potável e seguimos até mais ou menos a metade do percurso, onde paramos para descansar, fazer um lanche e beber água. O caminho até ali era plano, então o cansaço era só por conta do peso que carregávamos mesmo.

A partir desde ponto, no entanto, as coisas mudaram completamente de figura. Tivemos que vencer uma subida de 380 metros em apenas 2,5Km, em uma trilha forrada de pedras soltas e muito peso nas costas. Ao mesmo tempo, seguíamos por uma trilha belíssima, que margeava desfiladeiros que nos abriam a vista para o horizonte. Não tardou, no entanto, para a noite chegar e a caminhada prosseguir com as lanternas (que todos tiveram a preocupação de adquirir previamente) acesas. Na parada seguinte (do riacho), já de noite, precisamos nos alongar pois o jornadeiro Antonio sentiu forte dores nas pernas e não conseguia se mover. Depois de cerca de uma hora na expectativa, resolvemos dividir o grupo: uma parte continuaria a subida e a parte outra ficaria com o Antonio até ele melhorar. E assim foi: enfrentamos uma subida miserável, juntando todos os fôlegos para dar cada passo e tentar chegar no paraíso. Ajuda daqui, ajuda dali, tombo prá cá, tombo pra lá, puxa, empurra e conseguimos alcançar o topo da Serra da Fumaça por volta das 21:00h. No meio da escuridão, era a hora de montar barracas, comer alguma coisa e... tomar banho de água geladíssima do riacho próximo. O outro grupo subiu mais lentamente e chegou no topo por volta da meia-noite, mas felizmente são-e-salvo e sem maiores problemas. Nesse meio tempo, a comunicação via rádio era utilizada para atualizar as notícias dos dois lados.

 A primeira noite foi praticamente um colapso geral, em função do cansaço do grupo. No dia seguinte, acordamos cedo em meio à neblina densa, tomamos café e saímos em caminhada por alguns quilômetros, também entre declives e aclives consideráveis, para conhecer mirantes, quedas d'água e as cachoeiras das Sete Quedas e da Fumaça. Visitamos lugares fantásticos, tomamos banhos de cachoeira incríveis e não nos cansamos de admirar tanta beleza de rios, riachos, matas,  quedas, vales e desfiladeiros. Foi um dia intenso, mas dessa vez chegamos cedo em casa: ainda era dia (por volta das 17:00h) quando regressamos ao acampamento. Hora, então, de sair correndo para o banho no riacho, que prometia ser melhor à luz do dia do que na escuridão da noite como no dia anterior. Logo em seguida, hora de acender a fogueira e os fogareiros, preparar o merecido jantar e levar aquele papo animado até de madrugada. Tudo isso, naturalmente, intercalado com muitas fotografias noturnas do lugar.

 Terceiro dia, domingo de manhã, dia de desmontar tudo, carregar o jegue novamente e iniciar a descida. Foi uma operação longa, e quase que as coisas não cabiam mais nas cestas do pobre jeguinho. Resolvidas estas questões, nos equipamos para a descida, não sem antes fazer uma parada na extremidade do topo onde estão localizadas uma pequena igreja e um cruzeiro. Depois, foi só ladeira abaixo: muito cuidado para não escorregar, muito cuidado com o excesso de peso, muito cuidado com os colegas da frente e assim por diante. Apesar de tudo, foi um caminho de volta mais tranquilo do que o de ida. Mesmo assim, fizemos uma parada estratégica no mesmo riacho da subida, porém desta vez durante o dia. Então, pudemos nos banhar nas suas águas, relaxar nas suas grandes rochas, descansar nas suas sombras, jogar conversa fora, encher os cantis e repor as energias antes de seguir em frente. E assim foi... uma caminhada longa, debaixo do sol forte e com algumas outras paradas para cuidar dos machucados, beber água e descansar. Eram por volta de 15:40h quando finalmente avistamos o nosso micro-ônibus nos esperando no final da trilha, como quem vê um pequeno oásis depois de uma longa caminhada no deserto. Bagagens colocadas no bagageiro, não havia outro lugar para se ir a não ser o pequeno bar da vila, que viu o seu estoque de cervejas geladas se esgotar rapidamente.

 Deixamos a vila por volta das 17:00h e fizemos uma única parada num posto de gasolina em Senhor do Bonfim para fazer um lanche. Todos destruídos, estropiados, descalços, imundos dos pés à cabeça. Como disse alguém, parecíamos um grupo de borracheiros depois de um dia de muito trabalho. No restante do caminho dormimos e só despertamos quando chegamos em Petrolina, por volta das 19:00h. Uma vez em casa, a noite foi para curtir os pequenos prazeres da vida cotidiana: tomar um banho quente e matar saudades da cama macia. Coisas que, ao que tudo indica, continuaram sendo muito apreciadas pelos dias seguintes também.

 Mais um capítulo foi escrito, e que capítulo. Foram três dias de uma convivência super animada e de muita solidariedade. Uma experiência inesquecível num lugar mágico. Foram momentos que ficarão marcados para sempre na vida de todos os participantes, não só pelas dificuldades enfrentadas mas, também, e principalmente, pelas recompensas colhidas. Foi um privilégio participar desta Jornada e desfrutar do convívio de cada um dos guias e amigos jornadeiros.

 Aos nossos guias Moreira Júnior, Yuri Jeanmonod, Leiliane Coelho, Marcos Santiago e Igor, não temos palavras para expressar a nossa gratidão e o nosso reconhecimento pela forma extremamente segura, zelosa e carinhosa como vocês conduziram o nosso grupo e nos orientaram em todos os momentos. Sem vocês nada disso teria sido possível. Ao Antonio, os parabéns pela grande força de vontade e pelo imenso esforço dispendido, os quais permitiram que ele se mantivesse com o grupo apesar das dificuldades enfrentadas. E deixamos aqui também registrado o nosso agradecimento ao nosso jeguinho, outro grande herói desta Jornada, que nos poupou de muita carga e facilitou de maneira considerável a nossa vida, tanto na subida quanto da descida.