segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

No meio da noite sob a ponte e as estrelas


Era para ter sido realizada no último dia 20/02, mas as chuvas intensas que caíram na região, durante a noite e a manhã, nos fizeram mudar de planos por causa da segurança do grupo. Assim é que a 100ª Jornada Fotográfica foi transferida para o sábado seguinte, dia 26/02.

Nos encontramos neste dia às 14:00h, na praça do Centenário, conforme planejado. Fomos, os oito jornadeiros, em três carros diferentes. Saíram de Petrolina os carros do Marcus e do Maurício André, com três pessoas cada. Encontramos com o terceiro carro (do Marcelo) na saída de Juazeiro. Assim, seguimos em três carros: um com Marcus e Adailton, outro com Maurício, Aninha e Alvany e o terceiro com Marcelo e Thomas que, aliás, participaram pela primeira vez de uma Jornada conosco.

Dirigimos pela BR-407 até o ponto da saída, entre Carnaíba do Sertão e Juremal. Os rádios foram úteis para a nossa comunicação durante a viagem. A partir dali, enfrentamos mato alto e muitos buracos que impediam a visualização do caminho correto a ser seguido. Providencialmente levamos uma enxada, que foi usada pelo Adailton para aplainar o caminho que nos permitiria chegar até perto do nosso destino. Ainda assim foi uma travessia difícil, com muitas tentativas e uma quase desistência. Mais adiante, Adailton se muniu do facão para abrir caminho entre arbustos que impediam a passagem dos carros. O carro do Marcelo, como era baixo, acabou ficando estacionado do meio do caminho.

Chegamos ao nosso destino um pouco depois das 15:30h. Aproveitamos para reconhecer o local e fazer fotos com a luz do dia. A chegada da noite foi lenta, por isso aproveitamos o intervalo para fazer um pequeno lanche no lugar. Depois que a escuridão se instalou, fizemos fotos com longa de exposição mas, principalmente, light-painting. Nem todos eram familiarizados com a técnica, mas parece que a mesma foi um sucesso.

Com inúmeras estrelas sobre as nossas cabeças, caminhávamos com dificuldade pelas pedras e areia no meio da escuridão. Nossas lanternas eram as únicas referências para encontrarmos uns aos outros e também para nos deslocarmos pelo lugar. Por volta das 20:00h fizemos uma últma foto oficial, desta vez cobertos pela noite, e iniciamos o caminho de volta, no meio da escuridão absoluta. 

Retomando as atividades depois de 21 meses


Por Rafaela Ramos

 A serra da Santa é basicamente um nome autoexplicativo, mas que não contempla a beleza encontrada lá. A primeira parada do passeio é uma capelinha logo no começo da subida onde há figuras religiosas e velas, muitas velas. Seguindo a trilha pela lateral da capelinha somos envolvidos por uma mata exuberante, que naquela época com as chuvas possibilitou que as flores se abrissem, colorindo a paisagem. A subida até os pontos mais altos demorou cerca de 1:30, mas que graças ao grupo pareceu bem menos. Pessoal animado que sempre estava conversando, mesmo sem ar e pronto para ajudar em qualquer parte mais acidentada da trilha.  

 Não irei mentir, tem algumas partes mais difíceis da trilha, especialmente chegando próximo ao topo e que deve-se tomar muito cuidado mas garanto que a vista vale a pena. A paisagem lá embaixo se estende em todas as direções, e se você tiver uma boa visão pode ver Petrolina e o São Francisco. A estrada que liga até Recife parece ir até o infinito, se perdendo pelo horizonte, dando um aspecto até cinematográfico. 

 Se pensa em dar um passeio por estas bandas, é uma ótima ideia, as recomendo ir com um grupo animado e divertido para que a experiência se torne ainda melhor.