terça-feira, 20 de março de 2018

Aventura pelos engenhos de Jaguarari e Senhor do Bonfim


Como bem resumiu o jornadeiro Bruno Gonzaga, "a jornada de hoje teve direito a estradas íngremes, lamaçais, carroceria de pickup, urtiga nas canelas, trilha no morro, engenhos de cana rústicos, ótimas companhias e muitas fotos legais".

O grupo, formado por 12 pessoas, se reuniu logo cedo na praça do Centenário em Petrolina na manhã do domingo, dia 18/03/2018. Partimos às 6:40h em três carros e fizemos nossa primeira parada no posto Folha Seca para um café da manhã típico sertanejo. Depois, continuamos até Jaguarari (BA), onde chegamos às 8:40h e fomos logo ao encontro dos nossos guias e anfitriões: o Paulo Sérgio Gonçalves, secretário municipal de meio ambiente da cidade e o Alcir, irmão da jornadeira Joana Pereira de Souza, ambos profundos conhecedores da região e que nos levaram pela zona rural na busca dos engenhos de cana-de-açúcar antigos que ansiávamos por conhecer.

De Jaguarari seguimos para o distrito de Carrapichel (em Senhor do Bonfim), onde deixamos o pneu de um dos carros para reparo numa borracharia local e dois dos três carros estacionados do lado da igreja. Redistribuímos o grupo, agora formado por 14 pessoas, nos dois carros mais altos, sendo um a pickup do Paulo Sérgio. Assim, iniciamos o trecho de 10Km de terra (até o último engenho) com 5 pessoas num carro e 9 na pickup, sendo 4 na cabine e outras 5, os mais aventureiros, na caçamba.

A partir dali foram só solavancos, buracos, pedras, poeira, lamaçais, subidas, descidas, barrancos e poças d'água pelo caminho. Porém, sempre cercados por paisagens deslumbrantes com muito verde, muitas bananeiras, jaqueiras, abacateiros e mangueiras em cenários de serra de grande beleza. Conhecemos as ruínas de uma antiga ponte por onde passava a estrada e depois iniciamos as visitas aos engenhos propriamente ditos. 

No primeiro não havia ninguém, mas pudemos entrar e fotografar assim mesmo. No segundo conhecemos e conversamos longamente com o seu Francisco e sua esposa Ana, proprietários do lugar que, por coincidência, comemoravam 46 anos de casados no dia da nossa visita. Ouvimos as suas histórias, tiramos muitas fotos, compramos jaca e abacates e seguimos em frente. No terceiro engenho conhecemos o seu Zezé, o mais velho de todos. Com 84 anos, eles nos contou que construiu o seu engenho em 1968 e mantém o mesmo em funcionamento até hoje graças à ajuda dos cinco filhos. Mais fotos e mais histórias até que o Paulo nos propôs seguir pela estrada por mais alguns quilômetros (no sentido de Jaguarari) para conhecer e experimentar os melhores abacaxis da região.

A pickup saiu na frente e nós fomos logo atrás. Mas a estrada foi ficando muito ruim e, depois de 3Km, não conseguimos acompanhar e decidimos voltar. Retornamos para a cachoeira e esperamos o pessoal da pickup voltar. Eles voltaram e contaram que ficamos muito próximos, por pouco não nos encontramos. De qualquer forma, trouxeram abacaxis para nós e, a partir daquele momento, a preocupação foi apenas relaxar e desfrutar do almoço simples e saboroso servido na entrada da cachoeira. 

Depois do almoço, alguns ainda se animaram para fazer a trilha de cerca de 400m até o alto do morro, para apreciar a vista do lugar. Foi uma excelente caminhada, não fossem as urtigas que castigaram as pernas e canelas dos desprotegidos. De volta ao local do almoço, conversamos mais um pouco e decidimos fazer o caminho de volta já eram umas 16:00h.

No caminho, antes de chegar no asfalto, ainda optamos por fazer uma parada não prevista, num quarto engenho que haveria ali por perto. Assim foi que descobrimos a sua localização e, depois de enfrentar mais um lamaçal, fizemos uma última visita rápida, de cerca de 15 minutos, àquele que seria o engenho mais típico da região, com engrenagens de madeira ainda sendo usadas na moagem da cana (todos os demais já faziam uso de engrenagens metálicas, apesar de ainda usarem tração animal). 

Na volta, corremos para pegar a borracharia aberta (ela fechava às 17:00h) e recuperar o pneu furado. No final deu tudo certo e nos pusemos em marcha na BR-407, de volta para casa, um pouco depois das 17:00h. Viajamos cansados, com os porta-malas repletos de jacas e abacaxis, mas felizes e recompensados pela pequena aventura do dia, pelos lugares conhecidos, pelo contato com uma natureza tão linda, pelas pessoas fantásticas que conhecemos e por tantas histórias de vida tão interessantes que foram compartilhadas conosco.

Deixamos aqui registrados os nossos especialíssimos agradecimentos ao Paulo Sérgio Gonçalves e ao Alcir, por toda atenção e cuidados dispensados durante o planejamento inicial e a realização da Jornada. Foi um grande prazer conhecê-los e contar com sua companhia neste dia inesquecível. Recebam o nosso reconhecimento e o nosso muito obrigado por terem dedicado o seu tempo, os seus esforços e os seus recursos para satisfazer o nosso desejo de conhecer e documentar melhor a região, além de divulgá-la para que outras pessoas possam fazer o mesmo.


domingo, 11 de março de 2018

Uma fazenda para um futuro melhor

Aqui estão as fotos da 76ª Jornada realizada no último dia 18 de fevereiro na Fazenda do IF Sertão em Petrolina. São 110 imagens capturadas por 13 dos 18 participantes, e que revelam uma fazenda com grande riqueza de flora e fauna, a qual ainda inclui uma Escola do Vinho, onde alunos do curso de enologia podem aprender o processo de fabricação do vinho e docentes podem fazer as suas pesquisas.

Ao longo de mais de 6 quilômetros de caminhada numa manhã de domingo, tivemos a oportunidade de conferir a riqueza deste espaço e a diversidade da produção ali abrigada. São frutas de diversas espécies, animais e uma caatinga preservada em prol de um sertão mais produtivo e melhor protegido.

Deixamos aqui registrados os nossos parabéns para a comunidade do IF Sertão pelo visível carinho e empenho com que zelam e operam este patrimônio tão importante. Ao mesmo tempo, reiteramos os nossos agradecimentos à professora e jornadeira Ana Rita Santos, à Daynara Aparecida e também à Bruna Nunes por todo apoio na preparação e coordenação deste dia. Esperamos que as fotos sejam do agrado de todos e possam, também, contribuir para uma maior visibilidade do importante trabalho que é feito na fazenda.


quinta-feira, 8 de março de 2018

Convocação para a 77ª Jornada Fotográfica - Engenhos de Cana-de-Açúcar


A Jornada de março será uma incursão pela zona rural dos municípios de Senhor do Bonfim e Jaguarari (BA), visitando três antigos engenhos de cana-de-açúcar.

Construídos entre as décadas de 1960 e 1970, eles funcionam com tração de bois e são extremamente rústicos, com tachos de cobre, forno de lenha etc, revelando um processo produtivo (da rapadura) e uma cultura que hoje é desconhecida pela maioria das pessoas, especialmente das que vivem em áreas urbanas. Daí o nosso interesse em fotografar os mesmos, os locais onde eles funcionam e, se tivermos sorte, também os seus proprietários, que tem muitas histórias para nos contar. Será, portanto, uma Jornada com víes de natureza, de história, de cultura e também de sociologia.

Como a visita será feita num domingo, provavelmente os engenhos não estarão em operação. No entanto, é possível (por meio de entendimentos anteriores), que um ou outro se disponha a demonstrar para o nosso grupo o funcionamento do mesmo. De qualquer forma, só saberemos no hora.

Será uma Jornada de um dia inteiro. Sairemos da praça do Centenário às 6:00h da manha do dia 18, domingo. Tomaremos o café da manhã no posto Folha Seca, onde já tivemos oportunidade de parar outras vezes, e que serve um café típico sertanejo apreciado por todos. Depois, seguiremos até um pouco além de Jaguarari pela BR-407, e entraremos à direita no distrito de Carrapichel, antes de Senhor do Bonfim, onde tomaremos uma estrada de terra pelo meio da serra. Neste percurso de terra, de pouco mais de 10Km, encontraremos os três engenhos citados e também uma pequena queda d'água com um pequeno lago onde poderemos nos refrescar e tomar algo no bar que existe no local.

Não haverão caminhadas, pois iremos estacionar sempre ao lado dos engenhos que serão visitados. Apenas na cachoeira, para os que quiserem, será possível fazer uma caminhada de cerca de 400m até o alto do morro de onde se tem uma vista da região.

O percurso de terra é um pouco difícil, com muitas subidas, descidas, buracos e pedras soltas. Por isso, estamos vendo a possibilidade de alugar picapes 4x4 de tal forma que possamos levar parte do grupo nas cabines e outra parte nas caçambas. A ideia seria ir de carro normal até Carrapichel, e de lá passarmos todos para as picapes. Para isso, no entanto, precisamos saber quantas pessoas pretendem participar desta Jornada, que promete ser uma pequena aventura. Com base no número de interessados, vamos tentar conseguir as picapes e informar os custos de locação.

A nossa permanência nos engenhos de Bonfim e Jaguarari deverá se estender das 9:00h às 14:00h. Neste horário, iremos para o bar que fica na queda d'água para o almoço, que será encomendado com antecedência, apenas para os interessados. O retorno está previsto para acontecer às 16:30h, com chegada em Petrolina prevista para às 18:30h.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Do vinho às uvas colhidas no pé



Depois de passar pela praça do Centenário e pelo posto Asa Branca, o grupo formado por 17 jornadeiros tomou o caminho do IF Sertão pela BR-235, sentido Casa Nova, onde chegamos um pouco antes das 8:30h. Lá encontramos com a Bruna, que assim completou o grupo de 18 fotógrafos desta edição.

Sempre guiados pela Ana Rita, jornadeira e professora do IF, entramos pelo portão principal e fizemos a nossa primeira parada na Casa do Vinho, local que funciona como uma espécie de laboratório e centro de produção de vinhos voltado para o ensino e a pesquisa. Lá, recebemos toda a orientação e informações da Daynara Aparecida que, além de jornadeira, é formada no local e atualmente trabalha como professora neste setor.

Em seguida, adentramos pela fazenda, caminhando por estradas de terra no meio da caatinga. Pelo caminho, nos deparamos com depósitos de veículos agrários, criações de carneiros (chegamos, inclusive, a assistir o nascimento de um pequeno animal durante a nossa passagem), suínos e cavalos. Além disso, visitamos plantações de manga, uva, acerola, cana-de-açúcar e mamão, que não ficaram apenas restritas à fotografia: tivemos a oportunidade de degustar todas essas frutas in loco, o que tornou a nossa manhã e a nossa Jornada ainda muito mais saborosa e interessante.

No final, depois de 6.300m de caminhada pela fazenda, retornamos aos nossos carros e subimos ao morro de onde se tem uma ampla vista da região. Ali nos despedimos e, por volta das 13:30h, do grupo de 18 jornadeiros, 10 seguiram para o Bodódromo onde fizemos o nosso primeiro almoço de confraternização do ano. Eram cerca de 15:30h quando o almoço terminou e voltamos para as nossas casas. Felizes com o reencontro, animados com as descobertas da manhã e ainda com muitas frutas para comer durante a semana.

Deixo aqui registrados, mais uma vez, os nossos agradecimentos muito especiais para a Ana Rita dos Santos, responsável pela sugestão desta Jornada e também pela organização e coordenação da mesma. Igualmente, agradeço à Daynara e à Bruna que, pelo seu envolvimento com o IF, também foram agentes importantes no sentido de nos abrir as portas da instituição e prover informações sobre as atividades ali realizadas. Foi um prazer passar esta manhã de fotografia com vocês!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Convocação para a 76ª Jornada Fotográfica - Fazenda do IF Sertão em Petrolina


O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano possui campi em Petrolina, Floresta, Salgueiro, Ouricuri, Serra Talhada e Santa Maria da Boa Vista, além de centros de referência em Afrânio, Petrolândia e Sertânia, onde oferece cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação em diversas áreas.

A Jornada do próximo dia 18/02 consistirá de uma visita guiada pela fazenda do campus de Petrolina situado na zona rural da cidade. Lá são ministrados, entre outros, os cursos de bacharelado em Agronomia e de tecnologia em Viticultura e Enologia. A nossa guia será a professora do IF e também jornadeira Ana Rita dos Santos. Nós faremos um percurso pela fazenda, visitando plantações e áreas de caatinga preservadas. Vamos também conhecer os locais onde são criadas diversas espécies de animais e toda a estrutura usada nos cursos deste campus, que ocupa uma área de quase 2 milhões de m2 nas margens da BR-235, Km 22.

A visita terá início às 8:00h e se estenderá até o meio-dia. Todos deverão levar bastante água e proteção solar. Recomenda-se levar lanche, pois não haverá onde adquirir alimentos neste período. A Ana Rita, no entanto, conseguiu uma autorização com a coordenação do campus para que possamos colher mangas, uvas, bananas e acerolas e outras frutas durante a caminhada.

Depois da visita, estão todos convidados para um almoço de cofraternização no Bodódromo, no centro de Petrolina. Aproveito para deixar registrado, desde já, agradecimentos especiais para a Ana Rita dos Santos, que não apenas sugeriu a visita como cuidou de todos os trâmites necessários à sua viabilização.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Café da manhã, desfile e missa

Esta seleção composta por 91 imagens produzidas pelos 6 participantes da 75ª Jornada Fotográfica realizada no dia 16 de dezembro de 2017 mostra os principais eventos daquela manhã de sábado: a chegada dos vaqueiros, o café da manhã, os bichos mantidos pela casa que ofereceu a refeição, os primeiros encontros e conversas, o desfile, a reunião na Fazenda Veneza, a oração na capela, o desfile de volta e a missa propriamente dita. Aqui temos uma coleção de retratos e situações que ilustram bem o estilo de vida e o culto à fé do vaqueiro sertanejo. Para acessar, basta clicar aqui.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Emoção em torno das argolinhas


Já estão disponíveis as fotos da 74ª Jornada realizada no último mês de novembro, durante a Corrida de Argolinhas de Russianos e Japoneses ocorrida em Carnaíba do Sertão (Juazeiro, BA). Da concentração e dos preparativos até a corrida propriamente dita, passando pelo desfile na área urbana, está tudo lá: cores, uniformes, expressões, movimento, torcida, alegrias e frustrações. Parabéns para os fotógrafos participantes, que produziram um belo material apesar das condições adversas (luz forte, calor, poeira e muito movimento). Parabéns também para os organizadores que realizaram um evento de fundamental importância para o resgate, a preservação e a valorização da cultura regional.