terça-feira, 8 de maio de 2018

Sobre águas e barcos do norte baiano

Aqui estão as fotos realizadas durante a 78ª Jornada nos municípios baianos de Remanso e Sento Sé. Situados, respectivamente, nas margens norte e sul da represa de Sobradinho, eles foram visitados pelo nosso grupo num passeio muito especial, que incluiu uma travessia de balsa de um lado para o outro. As imagens, portanto, retratam a partida no porto novo de Remanso, a travessia propriamente dita, com lindas e amplas paisagens do céu sobre as águas, a chegada em Sento Sé, a orla da cidade, a visita na Capela da Itapera e, finalmente, a trilha pela deslumbrante Ilha das Andorinhas. São todos locais de grande beleza que foram registrados com imenso talento pelos nossos jornadeiros. Estão todos de parabéns!

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Tão perto, tão diferente e tão bonito

Foi uma Jornada intensa, surpreendente e memorável. Daquelas em que, apesar de todo o planejamento, o resultado excede as melhores expectativas. Tudo começou por volta das 6h00 da manhã do sábado, dia 21 de abril, quando o grupo de nove pessoas se reuniu na praça do Centenário, no centro de Petrolina, para esperar a van que faria o nosso transporte e que chegou logo em seguida.

A partir daí, fizemos uma viagem sem paradas até Remanso, durante cerca de 2h30m. Lá chegando, fomos num restaurante de beira de estrada para fazer um lanche e depois seguimos para a represa de Sobradinho. Nela, avançamos pouco, pois as águas já cobriram grande parte das ruínas que visitamos em Jornada anterior. Neste local, a estrada de areia e terra se transforma em lago e crianças nadam onde até outro dia circulavam carros sobre o leito seco da represa. Depois dessa parada, fomos até o cais novo, onde a Balsa Iemanjá nos aguardava para a travessia.

Antes, porém, tivemos um tempo para fotografar o local, em especial a imensidão da represa que acumulava cerca de 40% do seu volume de águas. Entramos na balsa com a nossa van e, sozinhos, fizemos o percurso de pouco mais de duas horas até Aldeia, em Sento Sé. No caminho, muitas fotos do lago e da vegetação. Na chegada, fotos da margem e das aves qe ali habitam. O sol estava ameno, pois o céu estava coberto de nuvens, e isso tornou a viagem mais agradável (sem falar, é claro, das cervejas levadas pelo Ricardo e dos espumantes levados pela Ana Rita).

O céu já estava ficando escuro quando desembarcamos na Aldeia por volta das 13h30m. Seguimos então por uma estrada de terra, debaixo de chuva intensa, por 24Km até Sento Sé. A chuva nos impediu de fazer a parada prevista para tirarmos foto da Capela de Itapera, mas iríamos voltar no dia seguinte para corrigir o problema. Na chegada em Sento Sé fomos direto para o hotel, deixamos as nossas coisas nos quartos e saímos em busca de um local para almoçar. Com grata satisfação, descobrimos um restaurante, ao lado do hotel, onde comemos um excelente bode. A chuva, a esta altura, já tinha ido embora e o sol e o calor voltavam a reinar.

Depois do almoço fomos conhecer a orla de Sento Sé, local onde ficam estacionados barcos de passageiros e de pescadores, e de onde também se pode apreciar uma linda vista da represa e da margem oposta. Cansados, retornamos para o hotel antes do escurecer, descansamos, tomamos banho e nos preparamos para o jantar, uma mistura de tapiocas com outros petiscos regados à cerveja e consumidos na calçada em frente à principal praça da cidade.

O dia seguinte, domingo 22, começou cedo. Tomamos café da manhã às 7h00 e entramos na van antes das 8h00. A ideia era voltar na Capela, depois fazer a trilha que fica no morro atrás da cidade, continuar pelo porto antigo e depois iniciar a viagem de volta, fazendo mais uma parada em Piçarrão para apreciar a vista da represa. Os planos, no entanto, mudaram radicalmente quando fomos pedir informações para a D. Geralda, dona do hotel, e em especial para o seu filho Marcelino. Eles nos contaram que havia uma trilha que permitia chegar até a Capela e, principalmente, que nós deveríamos conhecer a Ilha das Andorinhas, nas proximidades da Capela.

Assim, fomos guiados até a trilha da Capela pelo Marcelino, que seguiu de moto na frente da van pela estrada de terra. Lá, conhecemos um exótico cemitério de animais onde ossos se espalham pelo chão num cenário bucólico/surrealista. Logo adiante, uma trilha de algumas centenas de metros nos levou até a Capela, no meio do morro, onde uma magnífica vista panorâmica da região encheu os nossos olhos.

Depois da Capela, a dúvida: arriscamos ir até a tal da Ilha das Andorinhas ou retornamos à cidade para fazer a trilha do morro? A decisão se revelou a mais acertada de todas. Apesar das incertezas e do risco envolvidos na escolha, preferimos enfrentar sozinhos (o Marcelino não pôde nos acompanhar) os 11Km de estrada de terra alagada, com lama e areia, e conhecer um local paradisíaco nas margens da represa de Sobradinho.

Na chegada, um portão trancado com um cadeado prometia por fim à nossa aventura que mal tinha começado. Traçamos uma estratégia, pulamos o portão e logo depois encontramos com o proprietário do local, que nos saudou e nos orientou sobre como andar pela propriedade e o que conhecer lá dentro. Sobre area fofa, caminhamos e seguimos com a nossa van em direção ao local conhecido como "Praia 2", tendo deixado para uma outra ocasião a "Praia 1".

Estacionamos debaixo de uma sombra generosa e iniciamos a exploração. Foram mais de três horas andando sobre dunas belíssimas, num local ainda selvagem e totalmente preservado, praticamente livre da influência humana. A água é verde, por causa da grande quantidade de matéria orgânica, e o cenário todo lembra o de uma praia, como em Cumbuco (CE), Genipabú (RN) ou mesmo as Dunas do Velho Chico, em Casa Nova (BA). Numa das extremidades desta faixa de areia, pescadores trabalhavam em pleno domingo tirando plantas das suas redes e se organizando para novas pescarias no lago.

Eram quase 14h00 quando decidimos voltar, apesar da vontade que querer ficar ali pelo resto do dia. Assim, optamos por almoçar no mesmo restaurante do dia anterior em Sento Sé e pegar a estrada logo em seguida, deixando as outras atrações para uma próxima visita. Dito e feito, pegamos a estrada por volta das 15h30m e chegamos em Juazeiro às 18:30h. Estávamos exaustos mas muito felizes com tanta beleza que tivemos a oportunidade de apreciar durante o dia. As fotografias, com certeza, serão o atestado definitivo das experiências únicas que vivemos neste final de semana. Um local onde ainda há muita coisa interessante para explorar e para onde certamente retornaremos em breve.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Convocação para a 78ª Jornada Fotográfica - Travessia Remanso à Sento Sé


A Jornada de abril acontecerá nos próximos dias 21 (sábado, feriado de Tiradentes) e 22 (domingo). Dessa vez, nós iremos dar uma volta praticamente completa na represa de Sobradinho, incluindo uma travessia de balsa entre Remanso (BA) e Sento Sé (BA).

A ideia é partir às 6:00h da manhã do sábado, dia 21, seguindo pela BR-235 até Remanso e passando por Casa Nova. Chegando em Remanso por volta das 9:30h, iremos até o cais novo para pegar a balsa Iemanjá que faz a travessia para Sento Sé. Trata-se de uma balsa que transporta veículos e passageiros, e onde já temos uma reserva feita para o dia 21. A partida está prevista para às 11:00h, e neste meio tempo poderemos fotografar um pouco da represa de Sobradinho, desta vez com o nível da água bem mais elevado do que quando estivemos lá em maio de 2015.

A travessia para Sento Sé leva cerca de 2h20m, por isso a previsão de chegada no povoado de Aldeia, em Sento Sé, é para as 13:30h. Chegando em Aldeia tomaremos uma estrada de terra por cerca de 24Km até o centro de Sento Sé, onde almoçaremos no centro da cidade às 14:30h. Antes disso, faremos uma parada para fotografar uma capela solitária incrustada na encosta de um morro local. Logo depois do almoço, por volta das 16:30h, iremos até a orla da cidade onde banhistas, barcos e animais enfeitam a margem sul da represa, enquanto a margem norte pode ser apreciada do lado oposto. Um final de tarde ideal para a produção de fotografias de grande beleza. Terminado o dia faremos o pernoite da Pousada da Geralda, um local familiar, agradável, limpo e simpático, onde a dona (Geralda) irá nos receber com grande alegria.

No dia seguinte, domingo 22, retomaremos a viagem às 8:00h da manhã. Na saída de Sento Sé visitaremos o antigo porto da cidade, onde outra linda vista da represa e do seu entorno poderá ser apreciada e fotografada. A partir daí, enfrentaremos os cerca de 150Km que separam Sento Sé de Sobradinho pela BA-210 (na verdade, a BA-210 é o único acesso por terra para sento Sé). Serão inicialmente cerca de 50Km de asfalto até o começo do trecho de terra. Neste segundo trecho, de 48Km, a velocidade será reduzida pois além das dificuldades inerentes ao piso existem também algumas obras sendo executadas no local. De qualquer forma, todo este trecho de quase 100Km é de grande beleza, com as águas da represa nos acompanhando do lado esquerdo e grandes e lindas formações rochosas do lado direito.

O trecho de terra termina em Piçarrão, um distrito de Sento Sé (Sento Sé é o terceiro maior município da Bahia em área territorial). Ali iremos fazer uma parada para nos aproximar novamente da represa, o que será feito por uma estrada de terra e areia com cerca de 7Km de extensão. Neste local poderemos, mais uma vez, apreciar e fotografar a imensidão da represa e do seu entorno.

De volta para a BR-210, atravessaremos o rio Piçarrão por cima de uma ponte e seguiremos por outros 50Km até Sobradinho. Em todo o caminho, passaremos por duas usinas eólicas, uma situada em Piçarrão e outra em Sobradinho. Uma vez em Sobradinho já estaremos quase no final da nossa viagem, pois restarão apenas outros 50Km até Juazeiro. Dependendo dos tempos envolvidos, poderemos almoçar em Sobradinho ou então antecipar o retorno. Neste caso, a previsão é de chegada em Petrolina por volta das 14:00h.

As datas importantes para esta Jornada são as seguintes:

- Inscrições até o dia 12/04, quinta-feira da semana que vem;
- Desistências sem ônus até o dia 15/05, domingo.

Esta será uma Jornada que nos levará para uma região em que ainda não estivemos: a margem sul da represa de Sobradinho. Além disso, ela inclui uma travessia que nos permitirá aferir toda a dimensão e a grandiosidade da represa, sem contar os lugares que iremos conhecer em Sento Sé e Piçarrão. Por tudo isso, será uma expedição memorável que produzirá experiências e fotografias certamente inesquecíveis.

Para mais informações, algumas fotos e um mapa com o trajeto que iremos fazer, clique aqui.

Francisco, Zezé e as rapaduras

Aqui estão as 116 fotografias produzidas por 12 jornadeiros que, no último dia 18 de março, se aventuraram pela zona rural de Jaguarari e Senhor do Bonfim num percurso que visitou quatro engenhos de cana-de-açúcar.

A seqüência começa na antiga ponte abandonada e continua pelos engenhos do seu Francisco e da sua esposa Ana, do seu Zezé, com quem tivemos a oportunidade de inteagir de forma mais intensa, e de outros dois ainda. 

As imagens revelam toda a simplicidade dos engenhos visitados, com suas  moringas de água, vassouras de piaba, tachos de cobre e utensílios variados espalhados pela área da produção. Apesar disso, o que mais atraiu a atenção dos fotógrafos foram justamente o seu Francisco e o seu Zezé. Carismáticos e extremamente simpáticos e solícitos, eles nos receberam com grande carinho e compartilharam com farta alegria e até emoção as suas histórias de vida. Tudo isso num ambiente de uma natureza verde, densa e exuberante, composta por bananeiras, mangueiras, jaqueiras e abacateiros, tendo como pano de fundo uma serra de grande beleza e um límpido céu azul.

Vale a pena ainda destacar a seqüência de imagens produzida pelo jornadeiro, fotógrafo e jornalista Cecilio Bastos, que utilizou de recursos de edição para produzir um ensaio fotográfico que evoca mistério e estranhamento em ambientes que tem tanta história para contar. Por isso, o ensaio estimula e provoca a nossa imaginação criando um clima de fantástico para enriquecer o discurso do óbvio e do lugar comum, num resultado bastante gratificante. Parabéns Cecilio e parabéns para todos que produziram esta linda edição e registro de uma atividade em extinção e de personagens tão marcantes e queridos. Esperamos em breve retornar aos engenhos para apresentar os frutos deste trabalho.


terça-feira, 20 de março de 2018

Aventura pelos engenhos de Jaguarari e Senhor do Bonfim


Como bem resumiu o jornadeiro Bruno Gonzaga, "a jornada de hoje teve direito a estradas íngremes, lamaçais, carroceria de pickup, urtiga nas canelas, trilha no morro, engenhos de cana rústicos, ótimas companhias e muitas fotos legais".

O grupo, formado por 12 pessoas, se reuniu logo cedo na praça do Centenário em Petrolina na manhã do domingo, dia 18/03/2018. Partimos às 6:40h em três carros e fizemos nossa primeira parada no posto Folha Seca para um café da manhã típico sertanejo. Depois, continuamos até Jaguarari (BA), onde chegamos às 8:40h e fomos logo ao encontro dos nossos guias e anfitriões: o Paulo Sérgio Gonçalves, secretário municipal de meio ambiente da cidade e o Alcir, irmão da jornadeira Joana Pereira de Souza, ambos profundos conhecedores da região e que nos levaram pela zona rural na busca dos engenhos de cana-de-açúcar antigos que ansiávamos por conhecer.

De Jaguarari seguimos para o distrito de Carrapichel (em Senhor do Bonfim), onde deixamos o pneu de um dos carros para reparo numa borracharia local e dois dos três carros estacionados do lado da igreja. Redistribuímos o grupo, agora formado por 14 pessoas, nos dois carros mais altos, sendo um a pickup do Paulo Sérgio. Assim, iniciamos o trecho de 10Km de terra (até o último engenho) com 5 pessoas num carro e 9 na pickup, sendo 4 na cabine e outras 5, os mais aventureiros, na caçamba.

A partir dali foram só solavancos, buracos, pedras, poeira, lamaçais, subidas, descidas, barrancos e poças d'água pelo caminho. Porém, sempre cercados por paisagens deslumbrantes com muito verde, muitas bananeiras, jaqueiras, abacateiros e mangueiras em cenários de serra de grande beleza. Conhecemos as ruínas de uma antiga ponte por onde passava a estrada e depois iniciamos as visitas aos engenhos propriamente ditos. 

No primeiro não havia ninguém, mas pudemos entrar e fotografar assim mesmo. No segundo conhecemos e conversamos longamente com o seu Francisco e sua esposa Ana, proprietários do lugar que, por coincidência, comemoravam 46 anos de casados no dia da nossa visita. Ouvimos as suas histórias, tiramos muitas fotos, compramos jaca e abacates e seguimos em frente. No terceiro engenho conhecemos o seu Zezé, o mais velho de todos. Com 84 anos, eles nos contou que construiu o seu engenho em 1968 e mantém o mesmo em funcionamento até hoje graças à ajuda dos cinco filhos. Mais fotos e mais histórias até que o Paulo nos propôs seguir pela estrada por mais alguns quilômetros (no sentido de Jaguarari) para conhecer e experimentar os melhores abacaxis da região.

A pickup saiu na frente e nós fomos logo atrás. Mas a estrada foi ficando muito ruim e, depois de 3Km, não conseguimos acompanhar e decidimos voltar. Retornamos para a cachoeira e esperamos o pessoal da pickup voltar. Eles voltaram e contaram que ficamos muito próximos, por pouco não nos encontramos. De qualquer forma, trouxeram abacaxis para nós e, a partir daquele momento, a preocupação foi apenas relaxar e desfrutar do almoço simples e saboroso servido na entrada da cachoeira. 

Depois do almoço, alguns ainda se animaram para fazer a trilha de cerca de 400m até o alto do morro, para apreciar a vista do lugar. Foi uma excelente caminhada, não fossem as urtigas que castigaram as pernas e canelas dos desprotegidos. De volta ao local do almoço, conversamos mais um pouco e decidimos fazer o caminho de volta já eram umas 16:00h.

No caminho, antes de chegar no asfalto, ainda optamos por fazer uma parada não prevista, num quarto engenho que haveria ali por perto. Assim foi que descobrimos a sua localização e, depois de enfrentar mais um lamaçal, fizemos uma última visita rápida, de cerca de 15 minutos, àquele que seria o engenho mais típico da região, com engrenagens de madeira ainda sendo usadas na moagem da cana (todos os demais já faziam uso de engrenagens metálicas, apesar de ainda usarem tração animal). 

Na volta, corremos para pegar a borracharia aberta (ela fechava às 17:00h) e recuperar o pneu furado. No final deu tudo certo e nos pusemos em marcha na BR-407, de volta para casa, um pouco depois das 17:00h. Viajamos cansados, com os porta-malas repletos de jacas e abacaxis, mas felizes e recompensados pela pequena aventura do dia, pelos lugares conhecidos, pelo contato com uma natureza tão linda, pelas pessoas fantásticas que conhecemos e por tantas histórias de vida tão interessantes que foram compartilhadas conosco.

Deixamos aqui registrados os nossos especialíssimos agradecimentos ao Paulo Sérgio Gonçalves e ao Alcir, por toda atenção e cuidados dispensados durante o planejamento inicial e a realização da Jornada. Foi um grande prazer conhecê-los e contar com sua companhia neste dia inesquecível. Recebam o nosso reconhecimento e o nosso muito obrigado por terem dedicado o seu tempo, os seus esforços e os seus recursos para satisfazer o nosso desejo de conhecer e documentar melhor a região, além de divulgá-la para que outras pessoas possam fazer o mesmo.


domingo, 11 de março de 2018

Uma fazenda para um futuro melhor

Aqui estão as fotos da 76ª Jornada realizada no último dia 18 de fevereiro na Fazenda do IF Sertão em Petrolina. São 110 imagens capturadas por 13 dos 18 participantes, e que revelam uma fazenda com grande riqueza de flora e fauna, a qual ainda inclui uma Escola do Vinho, onde alunos do curso de enologia podem aprender o processo de fabricação do vinho e docentes podem fazer as suas pesquisas.

Ao longo de mais de 6 quilômetros de caminhada numa manhã de domingo, tivemos a oportunidade de conferir a riqueza deste espaço e a diversidade da produção ali abrigada. São frutas de diversas espécies, animais e uma caatinga preservada em prol de um sertão mais produtivo e melhor protegido.

Deixamos aqui registrados os nossos parabéns para a comunidade do IF Sertão pelo visível carinho e empenho com que zelam e operam este patrimônio tão importante. Ao mesmo tempo, reiteramos os nossos agradecimentos à professora e jornadeira Ana Rita Santos, à Daynara Aparecida e também à Bruna Nunes por todo apoio na preparação e coordenação deste dia. Esperamos que as fotos sejam do agrado de todos e possam, também, contribuir para uma maior visibilidade do importante trabalho que é feito na fazenda.


quinta-feira, 8 de março de 2018

Convocação para a 77ª Jornada Fotográfica - Engenhos de Cana-de-Açúcar


A Jornada de março será uma incursão pela zona rural dos municípios de Senhor do Bonfim e Jaguarari (BA), visitando três antigos engenhos de cana-de-açúcar.

Construídos entre as décadas de 1960 e 1970, eles funcionam com tração de bois e são extremamente rústicos, com tachos de cobre, forno de lenha etc, revelando um processo produtivo (da rapadura) e uma cultura que hoje é desconhecida pela maioria das pessoas, especialmente das que vivem em áreas urbanas. Daí o nosso interesse em fotografar os mesmos, os locais onde eles funcionam e, se tivermos sorte, também os seus proprietários, que tem muitas histórias para nos contar. Será, portanto, uma Jornada com víes de natureza, de história, de cultura e também de sociologia.

Como a visita será feita num domingo, provavelmente os engenhos não estarão em operação. No entanto, é possível (por meio de entendimentos anteriores), que um ou outro se disponha a demonstrar para o nosso grupo o funcionamento do mesmo. De qualquer forma, só saberemos no hora.

Será uma Jornada de um dia inteiro. Sairemos da praça do Centenário às 6:00h da manha do dia 18, domingo. Tomaremos o café da manhã no posto Folha Seca, onde já tivemos oportunidade de parar outras vezes, e que serve um café típico sertanejo apreciado por todos. Depois, seguiremos até um pouco além de Jaguarari pela BR-407, e entraremos à direita no distrito de Carrapichel, antes de Senhor do Bonfim, onde tomaremos uma estrada de terra pelo meio da serra. Neste percurso de terra, de pouco mais de 10Km, encontraremos os três engenhos citados e também uma pequena queda d'água com um pequeno lago onde poderemos nos refrescar e tomar algo no bar que existe no local.

Não haverão caminhadas, pois iremos estacionar sempre ao lado dos engenhos que serão visitados. Apenas na cachoeira, para os que quiserem, será possível fazer uma caminhada de cerca de 400m até o alto do morro de onde se tem uma vista da região.

O percurso de terra é um pouco difícil, com muitas subidas, descidas, buracos e pedras soltas. Por isso, estamos vendo a possibilidade de alugar picapes 4x4 de tal forma que possamos levar parte do grupo nas cabines e outra parte nas caçambas. A ideia seria ir de carro normal até Carrapichel, e de lá passarmos todos para as picapes. Para isso, no entanto, precisamos saber quantas pessoas pretendem participar desta Jornada, que promete ser uma pequena aventura. Com base no número de interessados, vamos tentar conseguir as picapes e informar os custos de locação.

A nossa permanência nos engenhos de Bonfim e Jaguarari deverá se estender das 9:00h às 14:00h. Neste horário, iremos para o bar que fica na queda d'água para o almoço, que será encomendado com antecedência, apenas para os interessados. O retorno está previsto para acontecer às 16:30h, com chegada em Petrolina prevista para às 18:30h.